O pecado é desobediência à Lei, a graça obediência à vontade de Deus

[Leitura] Rom 6, 12-18; Lc 12, 39-48

[Meditação] Este título, fundamentado na teologia paulina, é prova evidente de que Deus está acima da Lei. Mas não é assim tão evidente na conduta dos cristãos, quando abandonam a esperança ativa da última vinda do seu Senhor. A liturgia de hoje sugere-nos que não basta conhecer a Lei para obedecermos a Deus. Ele não é legalista. É preciso conhecer a sua vontade se quisermos viver a esperança. O mero conhecimento e cumprimento da Lei leva-nos ao desespero, pois o que verdadeiramente nos justifica, ou seja, que justifica que esperemos sadiamente pela Sua vinda, é a Sua graça. Jesus fala de “vergastadas”, mas não Se refere a quem as dá, embora saibamos quem as pode receber (muitas ou poucas). Esses sofrimentos do tempo presente fazem parte do percurso da consciência levada à prática ou do batismo levado às consequências. É a incoerência que nos pode fazer sofrer,  já que a graça nos fará viver. Acerca da sua vontade, Jesus aconselha-nos que a conheçamos, nos preparemos e a cumpramos. A vontade divina é o critério para definir o que é uma boa ação ou uma má ação, uma vez que a lei pode enganar-se e enganar-nos acerca do caminho verdadeiro. Procuremos viver sob o regime da Graça, enquanto ainda vivemos sob o regime da Lei. A obedediência àquela trará, também, consequências para o cumprimento desta.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo