É viva a Palavra quando são as obras que falam

[Leitura] Gen 16, 1-12. 15-16; Mt 7, 21-29

[Meditação] O título deste post é um dito de Santo António que reflete a verdade do Evangelho de hoje. Exorta que o culto a Deus não seja de mera reta oratória, mas de obras eloquêntes. A ortodoxia não eleva a Deus se não for provada por pela ortoprática e mediada por uma ortopatia. A autoridade de Jesus não era reconhecida pelos letrados do seu tempo, porque estes não tinham os mesmos sentimentos que Ele (ortopatia). Só os simples, ainda que pecadores, eram capazes de O reconhecer nas obras que fazia, dando conta, pouco a pouco, que se correlacionavam com o Verbo que, uma vez feito carne, fazia o que era. Falta-nos muito desta correspondência, hoje em dia, não só no foro social, como também no foro religioso.Para ser mais fácil de pôr em prática a Palavra deste dia: cala mais a boca e deixa falar os pés e as mãos. Ou pensas que eles não “falam”? Pois, penso que, por vezes, falam mais do que a boca, mesmo que esta diga coisas muito belas. Já pensaste na distância que, muitas vezes, existe entre o nosso ser aparente (o que damos a conhecer aos outros) e o nosso ser real (o que os outros realmente veem)? Pois, para que a Palavra chegue aos “ouvidos” do seu coração, precisam que lhes testemunhemos a Palavra por uma linguagem mais expressiva do que limitadamente verbal. Jesus fazia acompanhar todas as suas palavras por gestos de salvação. Hoje, este continua a ser o possível milagre: realizar na prática o que do bem profetizamos.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo