A glória divina: uma realidade partilhada

[Leitura] Act 20, 17-27; Jo 17, 1-11a

[Meditação] Hoje, a liturgia da Palavra apresenta-nos, em paralelo, a oração sacerdotal de Jesus e o testamento espiritual de Paulo. O que está patente nestas duas “heranças” é o descanso de ambos na sensação de se ter cumprido uma missão importante, apesar da tribulação que ela comporta. Essa obediência é perpassada quer pelo vislumbre fugidio da “glória final” patente na Ressurreição de Jesus (primícia da nossa ressurreição), quer pela experiência da “glória instrumental” latente na Cruz de Cristo (fortaleza dos que sofrem por amor a Ele e aos irmãos). Estamos dispostos a servir de “suporte” à vitória que se espera no final de um desafio, sabendo que uns beneficiarão desse esforço, enquanto se vive a longa travessia da cruz? «A glória de Deus é o homem vivo», dizia Santo Ireneu. Então, viver bem é, já, parte da vitória de Jesus Cristo, uma vez que Ele não desconhece o nosso esforço. Viver é conhecer Jesus Cristo e Aquele que O enviou. Vivamos no Espírito que d’Eles transborda. O Beato P. Estanislau Papczynski, fundador da Congregação dos Padres Marianos dizia: «É realmente uma grande felicidade possuir o Espírito Santo, uma felicidade maior ainda agir segundo o Espírito Santo, e a maior de todas − cumprir os dias da nossa vida no Espírito Santo».

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

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