A Verdade de Cristo liberta, não condena

[Leitura] Act 5, 17-26; Jo 3, 16-21

[Meditação] Temos vindo a constatar, no Oriente, os diversos ataques aos cristãos, nos quais eles nos têm vindo a dar um testemunho difícil de caracterizar e, até, de imitar. Lembram-nos a primitiva comunidade dos que abraçavam a fé, partilhando a mesma condição. Estão a permitir-nos, com esse testemunho, a que possamos ler as páginas da Palavra de Deus deste tempo pascal com mais atualidade, realismo e, quem sabe, como oportunidade de uma conversão mais autêntica e e fé no Ressuscitado, Aquele cujo Espírito torna possível tudo isso. Onde, outrora, uma má interpretação da Lei levou Cristo à morte, somos convidados a dar testemunho das palavras de vida, pois Ele veio ao mundo para salvar e não para condenar. No entanto, Ele veio acender uma Luz que não é bem acolhida por todos, por causa das  obras das trevas que praticam. Tudo se resume ao drama da aceitação ou não aceitação da Verdade que, na realidade, liberta.

A Verdade impõe-se por ela mesma e não se costuma deixar “acorrentar”. A demora da sua vitória no seio da humanidade depende das escolhas que cada ser humano faz. Para além disso, determinante é acreditar. É esta a causa de libertação ou, no caso negativo, de condenação. Como cristãos, vivemos a ânsia de que Cristo Ressuscitado nos liberte de todas as amarras que nos prendem, acreditando que toda a nossa segurança está no seu Nome e na Palavra que Ele nos envia a testemunhar com a vida.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo