O “eclipse” de Jesus

Eclipse de Jesus[Leitura] Jo 7, 1-2.10.25-30

[Meditação] No dia em que fomos noticiados de um eclipse do Sol, o Evangelho do dia mostra-nos Jesus a percorrer a Galileia a manifestar livremente o amor de Deus, fugindo o mais possível da Judeia, onde essa manifestação era “eclipsada” pela incredulidade daquela gente. Por isso, Ele sbia paar Jeralém “não às claras, mas em segredo”. Muitos preferiam que o Messias fosse desconhecido, para Lhe reconhecerem a autoridade e, por isso, não o reconheciam em Jesus. O verdadeiro Messias a tentar manifestar Aquele que O enviou; a humanidade a tentar eclipasar o Sol que nos revela essa luz.É assim que, muitas vezes, no mundo acontece: a escuridão quer tomar vantagem sobre a luz. Mas, no final, o eclipse não passa de uma notícia de poucas horas e só se repete de lés-a-lés. Jesus não se importa com isso e não reage. Sabe que, no momento oportuno, revelar a sua luz, aquela em que revela a sua origem e a sua missão.

Sem querer, por vezes, até na Igreja e na vida da fé há “eclipses”: queremos guardar tão bem Jesus e a sua doutrina que O tapamos com as nossas dúvidas e resistências. É Ele, e só Ele, que nos pode abrir caminho para a relação com o Pai. Quantas figuras ou, melhor, seguidores delas (do passado e de hoje, mortas e ainda vivas…) que, em vez de servirem de “óculos sem lente” para podermos ver Jesus diretamente, pode acontecer que o filtrem tanto, tanto, tanto… que não vemos mais do que uma silhueta confusa, de modo que o que aparece à frente é, mesmo, o ser meramente humano e sensível (empírico) que O quer anunciar.

O que vale é que os corações sabem ultrapassar as barreiras sensíveis, para nos levar ao encontro da Sua presença e do que Ele faz em cada um de nós. Haja quem nos escancare as portas para podermos acessar diretamente a Jesus, na Eucaristia e na Confissão, assim como na Palavra. Vem aí o “Jubileu da Misericórdia“…!

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo