Publicado em Lectio Humana-Divina

Podia saciar-se da “árvore da vida” e preferiu a luta entre o bem e o mal…

[Leitura] Gen 2, 4b-9. 15-17; Mc 7, 14-23; notícia 1; notícia 2; Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Doente

[Meditação] Ao lermos algumas das notícias em confronto com a Palavra e passando a realidade a “pente-fino” com o auxílio da mesma,damos conta como o ser humano escolheu o caminho mais difícil e mais longo, com a decisão de comer da “árvore da ciência do bem e do mal”. Na verdade, Deus também lhe tinha dado a escolher saciar-se da “árvore da vida”, mas terá parecido ao ser humano ter sido menosprezado no seu protagonismo. Por isso, em vez da vida, escolhe, também, a hipótese de vir a morrer.

É curioso como o ser humano continua a usufruir das faculdades que Deus lhe deu para “dominar” os series criados no sentido de colaborar com o Criador e alimentar-se deles ou “saciar” a saúde a partir deles. As descobertas em favor da cura de várias doenças são, hoje, cada vez mais surpreendentes. No entanto, acontece que, em vez de se terem as descobertas medicinais como “património” comum, usam-se para competir com a situação dos outros e fazer-se pagar bem carao pela sua saúde. É aqui que entra a serpente, não a da farmácia, mas a do confronto mal orientado e duvidoso entre o bem e o mal, de forma que no final… é o ser humano que sai danificado!

Tudo o que Deus fez é bom e, como tal, não danifica o ser humano, antes, sacia e é curativo. A forma como o homem gere tudo o que Deus lhe dispôs é que pode ou não ser mal, dependendo do que sai do seu coração. Neste, está, desde aquele momento de desobediência, instalada uma dialética profunda em que cada pessoa se debate consigo própria, lutanto entre elementos opostos. Por vezes, no confronto com o outro (tido como hipotético adversário) não está espelhado no seu rosto senão aquele elemento contrário com o qual se tem a ver interiormente. É necessário, por isso, alargar o coração e convidar os outros a entrar nele, para que a luta seja mais justa e, dela, saiamos todos a beneficiar da “cura”. É necessária a “sabedoria do coração” que serve de mote à celebração do Dia Mundial do Doente e que é vivida pelos que se dedicam aos doentes de forma incondicional.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Autor:

Padre da Diocese de Viseu