Vocação: do monte da intimidade à planície do testemunho

[Leitura] Hb 8, 6-13; Mc 3, 13-19

[Meditação] Ter uma relação de intimidade dependerá de vários fatores: que o outro nos convide e nos abra a porta para podermos entrar; ter a ousadia de aceitar e a coragem de “subir” nessa relação. Reque uma aproximação em todos os sentidos, para uma entrega total. Foi assim entre Jesus e Apóstolos.

A Nova Aliança, diferente da antiga em método e eficácia, é irrepreensível porque apoiada nesta intimidade oferecida e acolhida que, aliás, já estava prometida por Deus que resolveu “imprimir as leis no seu espírito e gravá-las no seu coração”.

A missão dos Apóstolos não é, pois, forjada em nenhuma planície, como, hoje, teimam muitos pensares anti-evangélicos com a tendência de se nivelar a formação dos cristãos chamamos aos diversos tipos de ministérios por baixo… o que se prova com o crescente ativismo na Igreja.

A descida do monte à planície é para atrair a todos para a intimidade do monte que, depois, se transforma em monte da transfiguração e, no final, monte do calvário para todos. O testemunho não é, por isso, pura convivência entre os que privaram mais com Cristo e os que pouca experiência têm dessa relação. Não nos podemos esquecer que tudo o que somos em relação a Ele, incluindo a capacidade do testemunho, se deve à sua misericórdia, experimentada no cimo do monte. Na planície, a fidelidade em viver a missão confiada.

«Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade» (Sl 84).