Amar com o mesmo amor

[Leitura] 1Jo 4, 19-5, 4; Lc 4, 14-22a

[Meditação] Na relação do Antigo com o Novo Testamento, costuma-se dizer que o Antigo torna-se patente no Novo e este já está latente no Antigo. No Novo, cumprem-se as promessas do Antigo. Jesus Cristo proclama na sinagoga as palavras do profeta Isaías. E a sua brevíssima “homilia” é, ao mesmo tempo e naquela hora, o cumprimento da profecia.
Hoje, pela Liturgia, somos convidados a colaborar com a atualização do que Jesus iniciou e que, por meio da força do mesmo Espírito, somos capazes de desenvolver quando assumimos a mesma Palavra em nós.
Uma condição para este cumprimento da Palavra de Jesus em nós é unirmos o amor aos irmãos e o amor a Deus num só ato. Este amor é único e tem a sua fonte em Deus; o mesmo amor com que, piedosamente, O queremos amar, deve ser o mesmo com que amamos os nossos irmãos. Sem este correspondência, serão mentira um e outro. Com o amor com que somos amados, somos chamados a amar os irmãos. O amor é só um, porque só uma é a sua fonte, embora se possa amar em diversas modalidades e graus, conforme o estado de vida e as condições em que estivermos. No entanto, como a sua fonte é infinita, não há limites que possamos colocar no amor que colocamos na caridade freterna.

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