Globalizar o Natal, corrigindo o caminho de regresso

[Leitura] Is 60, 1-; Ef 3, 2-3a.5-; Mt 2, 1-1

[Meditação] A atitude dos Magos é, hoje, mais do que precisa. Eles são buscadores do mistério da verdade, à maneira dos investigadores que, obedecendo aos métodos adequados, querem chegar à verdade cientifica. E, uma vez comprovando que essa verdade tem um fundamento, uma fonte, obedecen-lhe até ao fim, defendendo-a e partilhando-a como boa e bela.
A profecia era conhecida por todos, Herodes também ficou a saber dela pelos Magos: a de que viria um rei ou um chefe forte para governar Israel. No entanto, enquanto uns acolhem alegremente a Boa Notícia, como os pastores simples, outros, como Herodes e os seus seguidores, ficam perturbados. Aquele tenta “subornar” os Magos, para que esta verdade, a ser verdade que será um rei forte, tem ficar sob a sua alçada, para que não venha a ficar destronado.

Não nos esqueçamos que este assombro diante do anúncio do nascimento de Jesus também esteve no coração de Maria e de José, etc. No entanto, estes responderam com um Sim generoso, não resistindo ao projeto de Deus, mas, pelo contrário, colaborando com Ele, pois é projeto de vida e de salvação para todos (e não só para alguns!).
Herodes é o protópipo do que, abeirando-se da verdade “verdadeira” (aquela a que, eventualmente, se reconhece força e… veracidade ativa), temem que lhes tire o poder que – apesar de todos sabermos que é falso e fraco, porque gerador de mentira e de morte – não passa de manipulação humana em favor de interesses individuais e mundanos.
Pensemos, por momentos, naqueles cirstãos que estão a ser perseguidos: o seu testemunho é manifestação poderosa; perdem a cidadania terrena, mas confirmam a herança eterna: a do Pai misericordioso que ama a todos.
Inspiremo-nos na oportuna exortação do Papa Francisco de sermos “Igreja em saída”, dinamismo que permita a manifestação de Jesus Cristo a todos os povos; não obstruamos o caminho que, uma vez preparado pelo Advento para nos ajudar a entrar neste Natal, precisa de continuar “direito” ou “aplanado” para levarmos o Amor de Deus Pai presente em Jesus a muitas pessoas do nosso tempo que ainda não O conhecem profundamente.

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