Ser discípulo como João: de um amor passivo a um amor ativo

João (Evangelista) é a figura ideal do discípulo, conforme Maria é a figura perfeita da Igreja. Celebra-se hoje, dois dias após o Natal, para aprendermso melhor que o que qualifica o verdadeiro discípulo de Jesus é o verdadeiro e puro sentido de sentir-se amado. Este sentimento é a passividade necessária apra que o discípulo possa fazer a vontade d’Aquele que o ama. Só o Amor pode transformar o coração de forma a que o discípulo possa, depois, correr para a meta objetivada pelo seu Mestre.

Na corrida para o sepulcro do Ressuscitado (cf. Jo 20, 2-8), Pedro e João correm numa competição saudável. João mais tímido, porventura, que Pedro. Talvez este, sem ter nada a perder, queira recompor depressa a correspondência para com esse Amor danificada pelas suas negações!
Ambos “viram” e “acreditaram” que sucede ao ato de “entrar” no sepulcro vazio.
Faltou esta coragem de permanecer a Cléofas e Simão que foram de regresso a Emaús! No entanto, foram estes, iluminados pela Palavra, no caminho, a ter a coragem de convidar o escondido Mestre a entrar, para O verem partir o pão e poderem acreditar.
O anúncio torna-se consequência ativa desta visão do Amor que transforma os corações, para depois se tornar Amor anunciado, já que é este Amor do Morto-Ressuscitado que contém a força que transforma a realidade.

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