A Família de Nazaré e a Cultura do Encontro

O Papa Francisco, por várias vezes, já afirmou: «cultura do conflito, não; cultura do encontro, sim». Esta exortação encaixa perfeitamente na reflexão para compreendermos a mensagem desta celebração da Festa da Sagrada Família de Nazaré. Os conselhos contidos nas duas primeiras leituras deste dia (Eclo 3, 3-7.14-17a; Cl 13, 12-21) definem uma “gramática” de atitudes que ajudam a promover aquela cultura do encontro no seio da família.
Para isso, as famílias são chamadas a fazer como Maria e José: a consagrarem-se a Deus e a entregar-Lhe o que têm de mais valioso – os filhos e o seu futuro, assim como o seu projeto de vida conjugal (cf. Lc 2, 22-40).

Certamente já ouvios falar no Sínodo sobre a Família, marcado pelo Papa Francisco para se ter hoje uma compreensão maior sobre a situação das famílias, e a polémica à volta de certos temas delicados que, hoje, perturbam as famílias, como por exemplo: o enfraquecimento da fé, o individualismo e as crises matrimoniais, as diversas dificuldades na educação dos filhos, as doenças graves que causam dor a pais e filhos, o envelhecimento dos mais idosos difícil de acompanhar, a pobreza causada por sistemas económicos perversos, etc.
Mais do que nunca, hoje, a Igreja é chamada a anunciar que «Cristo quis que a Igreja fosse uma casa sempre de portas abertas para o acolhimento», pois, por detrás destes dramas também se «abrem janelas de luz nas modestas residências das periferias», luz que brilha e aquece corpos e almas, assim como ajuda a que se faça o encontro.
Para isso, é necessario que se faça um caminho: que é aquele que dá valor à fecundidade entre o homem e a mulher a partir da fidelidade conjugal, assim como a defesa do itinerário da educação da fé dos filhos. A família é, de facto, a partir dos textos desta Festa, uma verdadeira Igreja doméstica.

Rezemos, com os Padres sinodais:

Pai, concedei a todas as famílias a presença de esposos fortes e sábios, que sejam nascente de uma família livre e unida.
Pai, concedei aos pais ter uma casa, onde possam viver em paz com a sua família.
Pai, concedei às crianças serem si nal de confiança e de esperança e aos jovens a coragem do compromisso estável e fiel.
Pai, concedei a todos o dom de poder ganhar o pão com as próprias mãos, de saborear a serenidade de espírito e de manter viva a chama da fé, mesmo no tempo de escuridão.
Pai, concedei a todos nós que possamos ver florescer uma Igreja cada vez mais fiel e credível, uma cidade justa e humana, um mundo que ame a verdade, a justiça e a misericórdia.

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