Publicado em Lectio Humana-Divina

Martírio de Estêvão: tristeza no nascimento vs. alegria na morte?

Já ouvimos, certamente, falar que há culturas étnicas a celebrar o nascimento das crianças com pranto e lágrimas, por se considerar o nascituro exposto aos perigos da vida no contexto em que se nasce. Na culturas ocidentais, o nascimento de uma criança é acontecimento que provoca alegria, a não ser no caso de nascimentos indesejados ou em estado crítico de saúde.
Independentemente do pensar cultural, mas em interação com o mesmo, a fé propõe o acolhimento de uma criança que nasce como uma promessa de futuro.
A celebração do primeiro mártir da Igreja – o diácono Estêvão – no dia a seguir à celebração do Natal do Senhor lembra-nos que aquele que dá testemunho de Jesus Cristo viveu um segundo nascimento, que é aquele que acontece segundo o Espírito de Deus, vivendo para além no nascimento físico.
Aqueles que passam os dias a matar crianças inocentes, seja por que causa ou de que forma for, não nasceram segundo o Espírito ou vivem essa vida na desobediência. A sabedoria do Espírito Santo fortaleceu Estêvão para entregar o seu espírito a Jesus. Para o celebrarmos bem, fixemos, como ele, o olhar do coração no céu e menos às coisas perecíveis da terra. Pergnta-te: Porque estou triste? Porque estou alegre? O que me move: os desejos desiquilibrados do mundo ou o testemunho sábeio e forte dos mártires? [cf. Act 6,8-10.7,54-59; Mt 10, 17-22]

Autor:

Padre da Diocese de Viseu