O sacrifício da boa vontade

Celebramos hoje a memória de S. Francisco Xavier que, depois de ter combatido a preponderância da sua vontade ativista no tempo de estudos em Paris com a ajuda de Inácio de Loyola, deu o seu testemunho de missionário com uma boa vontade humilde. A Palavra do dia mostra-nos Jesus a multiplicar os pães e os peixes para saciar a fome da multidão. A vontade dos discípulos seria, porventura, mais voluntariosa, indo comprar pão… Jesus ilumina com uma ação que não tem origem na força humana, mas na fraqueza, onde a força divina tem lugar. Ter boa vontade não é querer fazer o impossível, pois não está ao nosso alcance; é ser humilde e confiar que Deus fará o que Lhe aprouver para solucionar o sofrimento provocado pelas nossas privações (de bem-estar, de saúde, de paz, de justiça, etc.), inspirando-nos, às vezes com a ordem ou sugestão de alguém próximo, o que devemos fazer. Ter boa vontade é subir ao monte do crédito dado à opinião dos mais sábios (não arrogantes) para colaborar no que, à partida, nos custaria fazer. [Mt 15, 29-37]

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