Formação Inicial e Formação Permanente IV – chave sincrónica

É a chave sincrónica da formação a conferir quer à concepção do homem, quer à própria formação aquela “ontologia dimensional a unidade e a totalidade que o tornam feliz e eficiente. Se a tarefa da formação é a unidade de vida na sequela de Cristo e na comunhão com Ele, na procura da vontade do Pai e no dom de si pela grei, impõe-se a necessidade de uma profunda integração não só em chave diacrónica, mas também em chave sincrónica entre os múltiplos aspectos e dimensões que venham a interessar ao processo formativo:
  • os conteúdos (formar para quê? em quê?) – objecto da formação;
  • as pessoas (quem forma e quem deve ser formado?) – os beneficiários da formação;
  • o clima/ambiente (onde? como?) – as condições externas e internas necessárias para formar e ser formado.
Estes três pontos recalcam os três elementos fundamentais que a Pastores dabo vobis distingue claramente no seu articulado discurso sobre a formação dos candidatos ao sacerdócio, no capítulo V. Aqui interessa-nos simplesmente apresentar num esquema, como que para favorecer um olhar unitário, a complexidade dos factores e dos elementos que entram em jogo e vão oportunamente harmonizados. Contemplar este esquema ajuda a perceber melhor que a formação inicial dos padres que a Igreja precisa e a formação permanente dos que já tem não é algo a minimizar nos esforços eclesiais, com o risco de desconsiderar  este grande dom com que Cristo continua a conduzir o Seu rebanho.
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