Formação Inicial e Formação Permanente II – etapas em diálogo

A insistência na relação entre a Formação Inicial (FI) e a Formação Permanente (FP) é fundada na experiência de uma nem sempre insistente colaboração entre aqueles que as realizam. Definir uma e outra na óptica do diálogo resultará sempre em vantagem para ambas, já que chamadas a ser parte de um único caminho.
Assim, a FI é um tempo de prova: é importante que as experiências do tempo de seminário sejam provas que não só revelem a autenticidade da vocação do candidato ao sacerdócio, mas ao mesmo tempo a façam crescer e lhe promovam a maturação. isto é importante e decisivo para que o seminarista possa experimentar aquela educação através da experiência que lhe permitirá amanhã, feito sacerdote, aprender da experiência e de se deixar santificar do seu próprio ministério e actividade de ajuda às pessoas, homens e mulheres, às quais é enviado.
O fim da FP é «ajudar o padre a ser e a fazer o padre no espírito e segundo o estilo de Jesus» (PDV, 73a) e «o manter vivo um geral e integral processo de contínua maturação, mediante o aprofundamento seja de cada uma das dimensões da formação – humana, espiritual, intelectual e pastoral -, seja da íntima e viva reciprocidade entre essas dimensões a partir da caridade pastoral e em vista à aquisição progressiva da unidade interior do padre. Daqui a natureza da FP como «continuação natural e absolutamente necessária daquele processo de estruturação da personalidade presbiteral» (PDV 71a), iniciada com a FI, com a especificidade dadas pela nova situação do presbítero, tornando-a não uma simples repetição do estado seminarístico ou o prolongamento do período precedente, nem mesmo uma realidade atingida por fins de atitudes profissionais através da aprendizagem de novas técnicas pastorais.

%d bloggers like this: