A inteligência do coração

– Olá, Jonas!
– Olá, Mestre! Não te esperava aqui agora, mas ainda bem que te encontro, pois preciso de falar contigo.
– Acho que eu é que te encontro, pois procurei-te e tu andavas muito atarefado e pensativo com os teus botões. Tu sabes que estou sempre contigo. É preciso que te apercebas disso, quer quando estás a trabalhar, quer quando pensas.
– Ora, é mesmo sobre isso que gostaria de falar contigo. Sabes, às vezes é difícil perceber que estás comigo. Não sei bem, é a minha consciência. Sei que é em Ti que poderei encontrar a minha liberdade, mas não sei bem como.
– Já não é mau saberes que é em Mim que poderás encontrar a tua liberdade. Mas… posso corrigir a tua linguagem?
– Sim, claro, agradeço!
– Diria que não sabes bem. É provável que já tenhas experimentado um pouco de liberdade interior, em algumas circunstâncias, e a emoção dessa experiência falou-te através de sentimentos agradáveis.
– Pois, é verdade, por vezes sinto uma certa paz e liberdade. Mas essas circunstâncias passam rápido e… esses sentimentos calam-se porque outros, menos agradáveis, falam mais alto.
– Sim, essa descontinuidade também Eu a experimentei. Por isso, é necessário mantermo-nos em contacto permanente, como Eu costumo fazer com o Pai.
– Então, o que querias dizer é que já sentiste que é em Mim que podes procurar toda a tua liberdade. Quanto ao saber, estás a descobrir como, não é verdade?
– Ha! Agora já estou a perceber melhor. És Tu que nessas circunstâncias Te manifestas com o teu amor. É assim que nos cativas. Ganhas-nos primeiro com o coração.
– Agora já entendes porque não basta ser justo, cumprindo rigorosamente todas as leis. É necessário desprender o coração. E isso é algo que se pode fazer também com a inteligência, quando esta não é calculista. Se a inteligência se ocupar um pouco com o coração, então ele aprenderá a ser bem mais livre.
– Então, quer dizer que se eu quiser seguir-te com mais liberdade, terei que dar atenção ao meu coração? é com ele que tenho de conversar também?
– Sim. E, sobretudo, é importante perceberes a sua linguagem: a linguagem dos sentimentos. Se a tua inteligência não souber decifrar a linguagem dos sentimentos, haverá sentimentos a aproximar-te de Mim e outros, porventura com maior força, a afastar-te.
– Obrigado, Mestre! Agora já sei que Tu me falas através de uma linguagem que não é feita só de palavras, mas também de sentimentos. Vou estar atento a eles.
– Fico contente por perceberes isso, Jonas. A experiência de fé é primeiro uma experiência emocional. Só depois é que é uma experiência da inteligência. Quem Me dera que os filósofos que se dizem ateus dessem conta disso! Então, como dizem os operadores da TMN, até já!
– Até já!

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