A amor que educa

Logo após o Natal do Senhor, a Igreja convida-nos a contemplar un ícone da Santíssima Trindade e modelo para todas as famílias humanas: a Sagrada Família de Nazaré.
Na Carta aos Colossenses (3,12-21), S. Paulo põe-nos diante dos olhos as duas relações fundamentais que constituem a família: a relação marido-mulher e a relação pais-filhos. São ainda sublinhados por ele os conteúdos ou as características dos dois tipos de relação: submissão-amor; obediência-paciência.
Dos dois tipos de relação o mais importante é a relação entre marido e mulher, porque desse depende em grande parte o da relação entre pais e filhos e destes entre si. Os pais podem amar de forma a quererem muito aos seus filhos, mas se não se amam entre si, nada poderá impedir as crianças de crescer inseguros na vida.
Acontece frequentemente que, quando dois esposos não se amam mais entre si, cada um volte todo o seu próprio afecto sobre o filho, procurando inconscientemente ligá-lo a si. Mas não é isto que a criança secretamente deseja! Ele não quer ser amado com um amor diverso e à parte; deseja, pelo contrário, que o pai e a mãe se amem entre si e que o admitam a este seu recíproco amor.
Os filhos sabem que é daquele amor que nasceram e se esse se interrompe é como se viesse a faltar o terreno debaixo dos pés.
O amor que educa, portanto, é o amor recíproco dos pais.
É sempre tempo de amar e recuperar o amor em todas as direcções. Basta desobstruir o que impede esta centelha de amor divino de aquecer os nossos corações!
%d bloggers gostam disto: