Meditação

Ao lado da conversação, encontramos em estudos psicológicos e psiquiátricos recentes que a meditação é capaz de proporcionar um cérebro mais saudável (cf. Francesco Cro, Salute), ajudando a diminuir o stress diário gerado pelas tensões que derivam das emoções. Estas traduzem-se em sentimentos, sua linguagem, e precisam de ser formuladas mentalmente e manifestadas exteriormente.
Tem-se concebido exclusivamente o exercício da meditação como tarefa da razão. Ora, se os sentimentos são a linguagem das emoções, então quer dizer que não poderão ser somente traduzidos por palavras, embora estas ajudem. A meitação poderá ser um exercício do coração, deixando que os sentimentos nos ajudem a identificar as emoções que lhes deram origem, ajudando a controlar o influxo que deles advém.

A meditação poderá ser mais facilemnte aprendida das crianças. Elas são capazes, ao poisar o olhar sobre qualquer “objecto”, de olhar o infinito. Mesmo sem o compreender são capazes de elevar as suas cabeças e suplicar do alto a satisfação da sua dependência.

Num tempo como este em que vivemos em que muitas realidades humanas se relativizam ou ignoram em favor de uma vida “sem problemas”, não se utiliza aquela função do coração como “centro decisional” que o próprio homem projectou no computador: uma “unidade central de processamento” (o famoso CPU) que é capaz de discernir uma variedade de dados, uns positivos e outros negativos, transformando-os em factores de crescimento e de autêntica felicidade.

Aprendamos com as ciranças: poisar o olhar sobre um evento, objecto ou problema, olhando através dele o infinito. Poderá ser assim a “gramática” de Deus, composta, não só de palavras, mas também de acontecimentos, dores, alegrias, pessoas, vazios, projectos, insucessos. A meditação da criança não tem por objectivo a obtenção directa de uma resposta, mas de segurança no caminhar. Olhando o que está para lá da compreensão de um objecto tem menos probabilidades de tropeçar na aventura do caminhar.

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