Porque olhas para um túmulo vazio?! Olha para ti, olha à tua volta! Está vivo!

Uma Páscoa Feliz,

é o que eu te desejo, caro(a) leitor(a)!

Ao vivermos o Tríduo Pascal desde a Missa da Ceia até à Solene Vigília Pascal, passando pela Celebração da Paixão, percebemos que existe uma clara passagem que é constituída pelo Testamento, a Morte e a Vida. Estes elementos fazem parte de um único acontecimento que determina esta passagem: o Mistério Pascal do Senhor.
Este Mistério, hoje, conjuga-se com as palavras e os sinais que Jesus nos deixou; manifesta-se nas pessoas e nas coisas onde habita o Seu Espírito. é um Mistério que tudo integra: sombras e luzes, porque feito de morte e de vida, sofrimento e triunfo…
O Tempo Pascal é, por isso, tempo para deixar de contemplar as sombras e passar também a contemplar as luzes. O acontecimento de Jesus é um só: ressuscitou no momento que morreu. A pedagogia litúrgica da Igreja expõe-se no tempo, organizando a vivência deste Mistério Pascal por vários momentos. Assim é toda a nossa vida humana: procuramos a felicidade, lutamos pela vida e quando temos medo de a não encontrar onde esperávamos, damo-nos conta que muitas vezes visitamos “túmulos” vazios. Esta realidade impele-nos a sair para fora de nós mesmos, a ir ao encontro dos outros e da comunidade cristã: é lá que Cristo está ressuscitado!
Também em cada um de nós, ele faz, pelo seu Espírito, sua morada. Anunciemo-lo! Com gestos e palavras de amor, pela consistência da vontade no que procuramos fazer de bom no dia-a-dia. E quando a tendência do medo te fizer voltar o olhar para as sombras diz: porque O procuras aí? Está vivo! Está a chamar por ti, está a comunicar-te a sua Vida!
A Páscoa é, por isso, por excelência, uma festa comunitária: porque dela renasce o Corpo Místico do Senhor, que é a Igreja. Sai de ti, vai ao encontro: isso é a Páscoa!