Na nossa fragilidade está a nossa força!

Para que serve esconder um calo se no dia a seguir temos de calçar uns chinelos? De que serve esconder os sentimentos, sofrer em silêncio, para depois rebentar numa crise histérica, depressiva ou numa doença psicossomática?

É verdeiramente libertador saber que na nossa fragilidade está a nossa força.


Infelizmente, numa certa cultura do “eficientismo” até às útlimas consequências e da independência a todo o custo, marca de uma presunçosa superioridade, empobreceu o ser humano na percepão de que a sua vulnerabilidade é um dom, um estado de graça para descobrir novas partes de si e as potencialidade de crescimento que cada limite, ferida ou evento traumático consentem no seu interior.

Envergonhar-se da própria debilidade é querer esconder, por vezes mutilar, uma parte preciosa de si. Como escreveu Séneca: «miserável é quem jamais foi miserável».

Não é raro que muitos adultos vivem na crença-convicção de não ter necessidade de nada e de ninguém. Esta forma de auto-suficiência não é sinal de maturidade, mas a denúncia de uma história afectiva na qual não foi possível introjectar o sentido de uma justa e equilibrada dependência, entendida como oportunidade de viver confiando-se aos outros, de encontrar refúgio e protecção, segurança e encorajamento.

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