Equilíbrio pessoal

Todos já experimentámos o desiquilíbrio a nível físico (querer dar um passo em frente e cair para trás), a nível psicológico (provar interiormente um sentimento e declarar outro), a nível racional (saber uma coisa e dizer outra) e espiritual (inconsistência entre o crer e o fazer). Se pararmos um pouco para pensar, damos conta que ser equilibrados não é uma constante que aconteça sem o cuidado de uma vigilância pessoal sobre o nosso pensamento, sentimentos e atitudes, já que as nossas pernas, se não houver alguma deficiência de cariz traumática, agem automaticamente, obedecendo ao nosso cerebelo.

Também a nível psicológico e racional/espiritual, ser ou não equilibrados poderá depender mais das experiências que fazem parte da nossa história passada ou aquelas experiências em que nos propomos participar no presente, quer do ponto de vista intra-psíquico, quer do ponto de vista inter-relacional. O “eu” seria o ponto de equilíbrio entre o “super-eu” e o “infra-eu” (subconsciente). No entanto, a experiência consciente é vivida muitas vezes sobre o “fio da navalha” de um “jogo” entre o pensar e o não pensar, entre o sentir e o não sentir, entre o querer e o não querer. Consideradas desde antigamente como faculdades independentes, podem, no entanto, interagir no nosso equilíbrio ou desiquilíbrio pessoal.

Na verdade, todas as dimensões da vida requerem que aquele “jogo” seja o mais possível desenvolvido com a nossa consciência – esta são os “patins de gelo” – a deslizar naquelas “pistas” da realidade pessoal.

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