Para um ano novo… uma nova sede?!

É notória a forma como a passagem de ano determina e “reforma” o desejo que as pessoas têm de um ano novo diferente. É verdade que se dá um “virar de página” no livro da vida, mas a forma como se “escreve” o cabeçalho desta nova “página” não é sinal de originalidade.
Esta constatação fá-la quem recebe muitas mensagens que viajam de telemóvel para telemóvel num repetir de “enviar e receber” que nem sequer dá lugar à reflexão, assim como quem escuta e vê os programas TV desta época, onde o balbucear das palavras “paz” e “amor” para “toda a gente” começam por denunciar a pouca eficiência prática e concreta desses desejos, alicerçados mais na euforia do momento do que na análise do tempo que passou…
Penso que deve ser da “sede” que se inaugura por estes dias, nestas festas de passagem. A continuidade da sede é determinada pelos conteúdos que se “bebem”. Se o percebemos muito bem quendo saciamos a nossa sede física, não é tão claro que isso aconteça quando procuramos o saber, sobretudo no que respeita ao nosso mistério pessoal no caminho para o mistério de Deus.
Não será por acaso que durante uma inteira oitava a liturgia do Natal ponha diante dos olhos do nosso coração a cena da Família de Nazaré e o seu percurso feito de fuga e encontro, de partida e chegada, de interioridade e manifestação expansiva…
O saciar da sede dos nossos desejos para um ano novo estará determinada pelo tipo de sede e pela forma de o saciar… “Estômago”, “Cérebro” e “Coração” serão três vasos a “regar” equilibradamente com conteúdos adequados para que se preserve e cresça neles o futuro próspero, cujo fruto neles já se encontra semeado pelo Criador.
Vamos lá saciar a sede… mas de uma nova sede!
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