Publicado em Integração Psico-Espiritual

Babilónia < Belém > Jerusalém

A celebração do Natal põe-nos no centro de uma escolha entre duas vias, como os próprios Reis Magos foram postos diante de uma escolha: ou seguir rumo à manifestação do nascimento de Jesus Cristo a todos os homens ou, como Herodes lhes tinha sugerido, voltar pelo mesmo caminho para O denunciar e “silenciar” a sua voz.
A contemplação do Natal não exclui a nossa liberdade diante daquelas duas opções! A forma como a nossa sociedade “monta” e “desmonta” o Natal demonstra-nos muito bem como esta quadra nos pode levar ao perigo de ligar e desligar luzes meramente ao serviço dos bens temporais. Depois do Natal, pode acontecer que voltemos às nossas vidas com pouca luz, porque as luzes que se acenderam eram artificiais…
De fronte ao Natal, estamos, então, diante de duas opções: ou escolhemos a paz, a fraternidade, o serviço, a coragem, a verdade… ou escolhemos o ódio, a inveja, a mentira, o egoísmo… Este novo cativeiro da Babilónia e aquele novo caminho de libertação em direcção para Jerusalém estão constantemente diante de nós, neste preciso momento. O pesadelo e o sonho são reais, pois são feitos de forças ocultas, muitas vezes inconscientes, que nos podem levar a agir ou a decidir por um caminho ou por outro.
Que escolha farei, neste Natal?
Quem ou que coisa porei no centro?

Autor:

Padre da Diocese de Viseu