«Para quê ganhares o mundo inteiro se perderes a tua alma?»

Foi a pergunta que Santo Inácio de Loyola fez a S. Francisco Xavier, de quem celebramos litúrgica memória. Este santo fez parte do primeiro grupo que com Inácio de Loyola fundaram a Companhia de Jesus (fazia também parte do grupo Pietro Favre, qua viria a ser o primeiro sacerdote da ordem).

O primeiro aspecto que contemplo na sua vida é o da conversão das intensões: da conversão de uma possível carreira eclesiástica à entrega total “para a maior glória de Deus”.

O segundo aspecto de relevo na sua vida seriam as viagens que fez em direcção à Índia, Japão e China. Dizem que a maior parte do tempo passou-o mesmo em navegação. Navegar naquele tempo não era fácil, era necessário parar muitas vezes a embarcação por causa das tempestades. Ocupava este tempo no barco a testemunhar a fé aos marinheiros. Preparava-se para a missão e rezava. Assim, a sua missão em terras do Oriente vivia-as seriamente como obra do Senhor.

O terceiro aspecto da sua personalidade que admiro, certamente aprendida de S. Inácio, era a amizade espiritual. Ele preocupava-se em escrever cartas às pessoas que marcava com a fé.

Estes três simples elementos da pessoa e vida de Francisco Xavier fazem-me reflectir:

1. Pôr Deus na vida pessoal é, pois, aurgência maior das nossas vidas. Que importância tem, de facto, “fazer coisas”, participar em muitas obras e actividades se Deus não estiver dentro. O puro exteriorismo leva perdição das nossas almas e não servirá de muito aos outros. Esta atitude implica muitas horas passadas com aquele Amigo…

2. É melhor, hoje-em-dia, gastar mais tempo a preparar as actividades do que propriamente a realizá-las, pois os destinatários não crescem tanto pelo muito tempo que lhes levamos, mas pela qualidade da forma como lhes apresentamos a mensagem. Algumas actividades não correm como desejaríamos precisamente por causa da “tempestade” de intensões que não ajudam mutio à eficácia apostólica. Algum estudo e preparação, sim! Mas sobretudo confiança nos desígnios de Deus…

3. A amizade espiritual… é um dom. É preciso desenvolvê-lo, preserválo. Os meios de comunicação actuais são tantos. Não está dito que sejam bem utilizados, ou usados para esta comunicação verdadeira e constructiva com as outras pessoas.

S. Francisco Xavier, rogai por nós!