Perder para encontrar

Como discípulos, somos provocados a assumir uma dupla atitude: por um lado, desapegarmo-nos a pouco e pouco de tudo aquilo a que estamos ligados e nos impede de seguir em plena libardade o Senhor; por outro, experimentar que, tudo aquilo que devemos abandonar, é pois pouca coisa em relação àquilo que nos será doado (cfr. Mc 10,30).

Por vezes, o Evangelho é duro porque duros são os corações dos homens, necessitados de orientação no caminho que nos leva ao dom da vida nova e à plena humanidade.

Quando perdemos um objecto importante, fazemos tudo para o encontrar e não descansamos enquanto ele não chegar às nossas mãos. Importante, pois, é o caminho da salvação, que nos deve manter ocupados, vigilantes, diligentes. A cada posso que damos em nos desligarmos das coisas terrenas, um passo em frente estamos a dar no caminho dos valores, contando que esses não sejam puro desejo de os encontrar, mas “pegadas” já percorridas e à espera de serem novamente pisadas, para que o seu relevo fique mais forte e outros possam segui-las. Enfim, foi Jesus Cristo quem no-las deixou no misterioso universo interior do ser humano.

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