Publicado em Integração Psico-Espiritual

Caminhar para a maturidade. Em que consiste, afinal?

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Escreveu W. Goethe: «Não se caminha somente para se chegar a algum lado, mas para que verdadeiramente se viva enquanto se caminha!»

A pessoa é chamada a adquirir a maturidade, intagrando todos os aspectos da personalidade humana, mas como? Basta só chegar àquilo que aparentemente parece maturidade?

Passe o jogo da metáfora: quem deseja ir da Universidade Gregoriana à Basílica de São Pedro pode passar pela Praça de Sto. Eustáquio, onde é servido o melhor café de Roma, pela Giolitti para saborear um gelado com bons sabores, também (para não parecer só mundano!), pela Igreja paroquial Traspontina para participar na Lectio Divina, chegando, então, a contemplar a grande Basílica de S. Pedro, que é a meta do itinerário. Agora adequemos esta metáfora à vida de cada um, respondendo à questão: procuramos somente chegar a metas, ou vivemos enquanto caminhamos para elas?

Daqui se compreende que a maturidade não é um objectivo a alcançar, mas um itinerário a desenvolver, caminhando, isto é, vivendo a realidade, pois em cada experiência, em cada lugar, em cada relação, em cada pessoa, em cada actividade está o dinamismo para a perfectibilidade da maturidade humana. Na linha da fé e da vocação merecem especial atenção a Pessoa de Jesus Cristo, como centro-referência da verdadeira maturidade, e verdadeiras experiências espirituais cristãs que fazem a diferença do caminho!…

«Irmãos, não sejais crianças, quanto à maneira de julgar; sede, sim, crianças na malícia; mas, quanto à maneira de julgar, sede homens adultos.(1Cor 14,20)» S. Paulo utiliza muitas vezes nas suas cartas um discurso exortativo de tipo dinâmico, categorizando: crianças-adultos, imperfeitos-perfeitos, ignorantes-sábios… Mas perguntemos: o que existe no meio destas categorias?

Existem sempre fases, etapas, estações da vida que implicam recomeçar da ignorância, imperfeição para darmos um novo passo na tarefa da maturação pessoal. É nesta dialética dinâmica que se vai fazendo a síntese da vida, conferindo-lhe unidade. Importante é que esta síntese não seja só uma narração dessas experiências espalhadas pela vida, nem um misturar de experiências e aventuras, muitas delas não muito úteis, enquanto que outras esquecidas…

Entretanto, caminheiro, não esqueças: entre o início da caminhada e a meta está a vida!

Autor:

Padre da Diocese de Viseu