Todos somos "lázaros". Mas, afinal, qual é a diferença?

A diferência é marcada por dois critérios de vida: escutar a Palavra de Deus e praticar a Caridade. São estas duas, consequência uma da outra, que fazem do cristão um comensal do banquete celeste.

A palavra amor não deve meter medo! Palavra que faz gerar maus pensamentos em quem se deixa levar por paixões carnais, leva outros, como S. Francisco de Sales, a dizer: «A caridade é o mais importante e o mais excelente dos amores» (in: Teótimo ou Tratado do amor de Deus).

O grande jogo do amor-caridade acontece porque Deus deseja comunicar-Se, deseja dar e dar-Se. O amor que vem de Deus repõe a ordem na dignidade dos seres criados. O homem, como diz o salmo, «feito um pouco inferior a Deus», é o mais importante objecto do amor de Deus.

Enfim, o bem-aventurado “lázaro”, que partilha o que tem neste mundo, obtém assim o “passaporte” para o banquete celeste (cfr. Lc 16,19ss). O rico que vive aqui em primeira classe, vê o seu passaporte caducar. Pensemos nisto, quando passarmos ao pé de um “lázaro” ou ele nos bater à nossa porta.

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