Resposta para uma pergunta que não foi bem feita

«Esforçai-vos por entrar pela porta esteita…» (cf. Ev. do XXI Domingo do Tempo Comum ~ Ano C), foi a resposta-conselho de Jesus àquele que lhe fez a pergunta:
«Senhor, são muitos os que se salvam?»

Na verdade, esta pergunta está mal feita por duas razões: não é o número a pedagogia da salvação nem ninguém se salva a sia mesmo. A primeira tendência da pergunta leva ao predestinacionismo e a segunda ao solipsismo.
A pergunta correcta seria: “Mestre, como podemos caminhar para a salvação?” Esta sim, já corresponde à resposta de Jesus. Para o Mestre importa concentrarmo-nos no “como” da salvação, não tanto do “quantos” que nos deixa cair na no risco dramático da competitividade.
Enfim, na vida cristã, no meio daqueles que mais frequentam os espaços da fé, não está dito que são sempre feitas as perguntas correctas… Quantas redundâncias? Vamos às perguntas mais profundas, que não são fáceis de fazer por palavras, para obtermos estas respostas que também não são fáceis de receber e realizar!…
Vá! Não desanimemos. Procuremos a tranquilidade da fé inquieta e não cómoda. Ponhamo-nos ao caminho e entremos por essa porta estreita… sendo pequeninos… para Cristo, é Ele essa porta!
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