Acompanhamento sempre na "terceira pessoa"

O crescimento dos nossos jovens e de cada um de nós na sua auto-transcendência (falamos assim da descoberta e entrega vocacional, confira o post anterior) por um amor teocêntrico (a Deus e, paralelamente, aos irmãos) acontece sob o principal protagonismo do Espírito de Deus com o qual a pessoa dialoga com a mente e o coração e se entrega com todo o dinamismo do seu ser.
A pessoa que acompanha sabe que é mediação de Deus, é terceira pessoa diante daquele diálogo e convivência sagrados e insubstituíveis entre Deus e o homem.
Imperativo, pois, para uma vocação mais autêntica é a não substituição de nenhuma daquelas primeiras pessoas. Confundir acompanhamento com protagonismo na primeira pessoa pode “pagar-se” mais tarde com a subtil carência da eficácia apostólica no ministério de quem se entrega, tendo em conta que a força dessa eficácia vem do Alto e não da terra.
(Cf. JOÃO PAULO II, Pastores dabo vobis, n. 69)

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