Dizer "vocação" a jovens com mochila

«Nenhum jovem tira a mochila nova do envólocro sem uma vocação, uma “voz” qualquer que chama a partir, para aventurar-se longe de casa»*.

O desejo de percorrer uma aventura acontece sempre que essa voz “fala” a partir de um desdobrável, um grupo de amigos, um evento eclesial, o convite de um padre em missão… motivações diversas que provocam uma mesma procura: encontrar-se a si mesmo. , encontrar razões de vida e de esperança, através de uma experiência diferente dos lugares e tempos quotidianos.

Existe, portanto, uma “consonância” entre a mochila-nas-costas e o anúncio vocacional. Quem procura e aceita deitar-se à aventura é aberto a respostas. Quase que não é necessário anunciar a vocação a estes jovens: têm necessidade de reconhecê-la dentro de si, no próprio desejo de um horizonte mais vasto e de uma vida mais autêntica.

«Talvez lhes sirva um “espelho” que saiba restituir nitidamente a imagem da alma»*. É esta hoje a carência!

Com alguma “canseira” se encontra um qualquer adulto que, como o misterioso viandante de Emaús**, saiba meter-se ao lado do jovem viajante-com-mochila, para aquecer-lhe o coração restituindo-lhe sonhos e esperanças. Jovens de ontem, esquecestes as vossas velhas e gloriosas mochilas no sótão?!
__________________
* P. GIULIETTI, Dire “vocazione” a giovani con lo zaino, in «Rogate Ergo» 6/7 (2007), p. 3.
** Lc 24,13.