Resolver a ambiguidade!

No primeiro domingo da Quaresma escutámos o texto das tentações de Jesus no deserto (ler Lc 4, 1-13). Riquesa, fama e domínio resumem todas as tentações pelas quais Jesus foi tentado, pelas quais os seus discípulos também passaram e às quais a história nos apresenta circunstâncias mais ou menos evidentes de a Igreja ter sido submetida.
Hoje, também são essas as nossas tentações, que correspondem ao ter, saber e poder. Estes valores não são maus nem bons. Os momentos ou circunstâncias de tentação servem para sermos postos à prova diante destes valores, ou seja, para vermos para que lado è que cai a balança: para o amor próprio ou para o amor gratuito aos outros.
Jesus, que era rico, fez-se pobre (cf. 2Cor 8,9). Por isso, na circunstância do início da sua vida pública, escolheu o “lado da balança” certo parq servir a humanidade: pobreza, humildade e seviço. A quaresma abre-nos os olhos para a realidade dos dois caminhos: o da conversão ou o da perversão.
Na verdade, só as coisas boas é que nos podem tentar, na sua ambiguidade. As coisas realmente más não nos fascinam! A tentação é ocasião de clarificar as nossas opções. Enfim, o momento de liberdade!
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