Novena de Natal 2015 – Dia 1: Nas Tuas raízes

Nas Tuas raízes, Senhor,
Também aprendemos a considerar as nossas.
Dá-nos a Tua capacidade humana para sermos terra-a-terra
e a Tua luz divina para semear a paz.
Ajuda-nos a perceber que iniciativa da Tua vinda
tem origem no Pai do Céu;
e que a nossa história é Teu berço e missão.

Pai nosso

Sugestão − Revisita as tuas raízes: pessoas, lugares, acontecimentos, procurando rever como Deus passou pela tua história. Conforme na história de Jesus houve um Abraão, um David e um José, também na tua, quase de certeza, houve figuras predominantes pelas quais poderás agradecer a Deus.

Novena de Natal 2015 – Dia 0: Voltemo-nos para Aquele que já está entre nós

[Leitura] Is 45, 6b-8. 18. 21b-25; Lc 7, 19-23

[Meditação] Com o dia de hoje, conclui-se a primeira etapa do tempo de Advento. A partir do dia de amanhã, inicia-se a chamada “Novena de Natal”. Até agora, as leituras da Liturgia prepararam-nos para este vinda de Cristo, com a ajuda central das figuras de Maria e João Batista; a partir de agora, como acontece com os protagonistas do Evangelho de hoje, o Precursor envia-nos ao Àquele que é anunciado e que já está no meio de nós, para Lhe fazermos a pergunta em nome pessoal: «És Tu Aquele que havia de vir ou devemos esperar outro?». À resposta a esta pergunta, nenhum dos que querem conhecer Jesus podem escapar se quiserem reconhecê-Lo. Hoje, e na sequência do confronto de Jesus com os príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo, Jesus revela-Se um pouco mais aos discípulos que Lhe são enviados por João, um pouco à maneira dos anjos aos pastores, em relação aos que não quiseram reconhecer a vinda do Messias. Manifesta-lhes ser Ele Aquele que havia de vir pelos milagres que faz, pela salvação que ele traz, na sequência do que o Povo de Deus estava habituado a ouvir falar de Deus pelos profetas: Deus define-Se pelo seu dinamismo ou ação em favor do seu Povo, como nos mostra a profecia de Isaías.

A Liturgia, a partir de amanhã, coloca-nos diante da memória histórica do nascimento de Jesus, a começar pela linhagem humana, como prova irrefutável de que este nascimento tem uma relação histórica com o Povo de Deus.

A partir de amanhã, com a etiqueta “Novena de Natal 2015”, aparecerá uma proposta de Oração, complementando a proposta de Lectio Divina diária. A origem desta prática de devoção faz referência aos 9 dias que passaram entre a Ascensão e Pentecostes, enquanto os discípulos – segundo o pedido de Jesus – permaneceram em oração, com a companhia de Maria, esperando o Espírito Santo (cf. Lc 24, 49; Act 1, 4).

[Oração] Em: Categorias

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Maria, Tu sabias?

Maria, Tu sabias? 

Maria, Tu sabias que o teu Bebé caminharia um dia sobre a água?
Maria, Tu sabias que o teu Bebé salvaria os nossos filhos e filhas?

Sabias que o teu Bebé veio para fazer-te nova?
Que esse Menino que Tu desta à luz, logo Te levaria à Luz?

Maria, Tu sabias que o teu Bebé daria a vista a um homem cego?
Maria, Tu sabias que o teu Bebé acalmaria uma tempestade com a sua mão?

Sabias que o teu Bebé caminhou por onde os Anjos pisaram?
Que quando beijavas o teu pequeno Menino beijavas o rosto de Deus?

Maria, sabias? Maria, sabias?

Os cegos verão, os surdos ouvirão,
Os mortos voltarão a viver.
Os paralíticos saltarão,
Os mudos cantarão os louvores do Cordeiro.

Maria, Tu sabias que o teu Bebé é o Senhor de toda a Criação?
Maria, Tu sabias que o teu Bebé governará um dia as nações?

Sabias que o teu Bebé é o Cordeiro Perfeito do céu?
Que o Menino que seguras dormindo é o Grande “Sou Eu”?

Oração da Semana dos Seminários

Senhor Jesus,Semana dos Semina_rios 2015 - Pagela Orac_a_o_Page_1
Ao passares junto a nós,
Olhas-nos com misericórdia,
Chamas-nos e escolhes-nos.
Concede-nos a graça de, seduzidos,
Nos erguermos para Te seguir.
Que o Teu olhar misericordioso
Dê, aos sacerdotes, a fidelidade,
Aos seminaristas, amor à vocação,
Aos jovens, alegria para o caminho.
Senhor Jesus,
concede a toda a Igreja,
felizes e santas vocações sacerdotais.
Ámen.

Oração de S. Francisco de Assis

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar,
que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

A semente da Vocação no terreno da Família

Obrigado, Senhor,
Pela semente da Vocação
Que semeaste na minha Famíla.
Hoje, ela parece-me ser um jardim,
Onde continuo a poder regressar
Para sentir a frescura dos inícios
De uma sedução que o tempo e o cansaço teimam em esconder.
Obrigado, Senhor,
Pela Família onde semeaste a minha vocação.
Nela continuo a ver crescer rebentos novos para a vida nova da fé.
No seu regaço continuo a aprender a partir sempre mais dócil
Para a Família maior em que me chamas continuamente
A pertencer e a servir,
Uma soma de todos os “jardins”
Cuja união nos levará a ver mais claro o teu Reino.

9º Dia – Confiança

Depois de duras lutas
Foi o Santo recolhido
Dando tempo e lugar
Aos seus sermões festivos

Obra que a muitos deu
Azo a transformações
Como a que em mim se deu
Depois de duras prisões

Confio meu sacerdócio
Ao colo deste Padrinho
O mesmo onde esteve
Sempre o Amor divino

Que em noventa e oito
Mês do Sagrado Coração
Lá p’ró dia vinte e um
Me quis ungir as mãos

Pr’a servir esta diocese
Em jornada sinodal
Da Palavra à ação
Até ao êxtase final

Onde teremos a visão
Da plenitude do Senhor
Assim Maria nos permita
Como ao Evangélico Doutor

Que de Lisboa a Pádua
Se tornou universal
E de Roma a Viseu
Me inspira a mais amar

Pai Nosso. Avé Maria. Glória.

8º Dia – Súplica

Ó Arca do Antigo
E do Novo Testamentos
Ajuda-nos a resistir
Às heresias pungentes

Que recusam o divino
E o humano do Senhor
Unidos num só homem
O Unigénito de Amor

O único a abrir-nos
As portas do céus
Ainda que na terra
Não passemos de réus

Dos homens cujas leis
Ignoram a infinidade
De um Deus cuja graça
É fazer-nos irmandade

Que embora ainda na terra
Possamos habitar no céu
Falando pelas boas obras
A Palavra viva que Ele deu

Pai Nosso. Avé Maria. Glória.

7º Dia – Sabedoria

Escolhido entre os sábios
Para formar os irmãos
Foi o Santo destacado
Antes de cuidar o sermão

Cuja pedra angular
Era a humilde do sim
Que nos trabalhos práticos
Era chamado a servir

De exemplo que foi
Para este seu afilhado
Mais aberto às práticas
Que às médias do quadro

Onde por vezes faltou
Algum estudo apurado
Ou não houvesse pedidos
Da urgência do lado

Aberto como o de Cristo
É o anseio do irmão
Não para doar sangue
Mas água de petição

Pai Nosso. Avé Maria. Glória.

6º Dia – Caminho

Confirmado no Espírito
E com determinação
Estava aberto à possibilidade
Da instrumental vocação

Uma vez que o caminho
Era o de construir um altar
Em que a ação da Eucaristia
Seria essencial para salvar

A humanidade no mundo
Exposta aos vis perigos
Como os que faziam António
Sonhar com os martírios

Daqueles que hospedara
Na regrante habitação
Onde já não aguentava
Sem outra orientação

Que não fosse a de morrer
Entre os infiéis assim quis
Trocando nome e esmola
Por tal hábito de Assis

Pai Nosso. Avé Maria. Glória.