navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

L 1: 1Jo 3, 22 – 4, 6; Sl 2, 7-8. 10-11; Ev: Mt 4, 12-17. 23-25, na segunda-feira depois da Epifania

Na liturgia de hoje, assistimos ao início da pregação de Jesus na Galileia (Mateus e Marcos), depois de que João Batista fora preso. O evangelista narra rapidamente o que aconteceu no início da pregação de Jesus, porque nos quer manifestar as duas grandes linhas ou dimensões da atuação do Mestre: pregar (cap. 5-7) e curar (cap. 8-9). No 10.º Simpósio do Clero de Portugal, o presbítero italiano Stefano Guarinelli insistiu nestas duas dimensões do serviço ─ a pregação e a cura ─ quando aprofundou o tema da Identidade Sacerdotal: a dimensão relacional com Deus/Identidade relacional: a dimensão interpessoal.

Na pequenina secção de hoje, o evangelista considerou o essencial para o ministério de Jesus que está no 3º Mistério Luminoso ou da vida pública de Jesus: “o anúncio do Reino e o convite à conversão”.

Hoje rezo pelo mundo que é o nosso, um mundo que está doente. Um mundo em que os fogos de artifício de final de ano ou jogos de drones luminosos contrastam com armas que destroem casas e vidas futuras. Tinha razão o Papa Francisco em falar de uma “terceira guerra mundial aos pedaços”. Num mundo em que já não se tem em conta a identidade das pessoas e outras pessoas se tenham de munir de todo o tipo de armas para uma identidade postiça que fere a identidade fundamental do ser humano. Podendo só esta ser a base da missão da defesa dos direitos humanos e da missão de evangelizar. Por estas intenções, oremos irmãos.