L 1 1Ts 1, 1-5. 8b-10; Sl 149, 1-2. 3-4. 5-6a e 9b Ev Mt 23, 13-22
Na oração Coleta desta semana pedimos: Senhor nosso Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. E assim o Senhor nos ajuda a viver a docilidade que nos permite entrar na porta estreita, não por uma atitude mesquinha, mas para uma aventura grande que é a da fé, esperança e caridade.
A porta do Evangelho é estreita, mas sempre aberta, mesmo que os fariseus a quisessem fechar, pensando que a salvação era só para eles. O Evangelho de hoje é um aviso grave de Jesus para todos aqueles que se substituem à vontade de Deus, que tem desígnios universais de salvação. Explicam bem esta Palavra as palavras do Papa Leão XIV:
O Senhor não quer nos desanimar, as suas palavras servem, antes de mais nada, para abalar a presunção daqueles que pensam que já estão salvos, daqueles que praticam a religião e, por isso, se sentem tranquilos… É bonita a provocação que nos chega do Evangelho de hoje: Não basta realizar atos religiosos se estes não transformam o coração. A nossa fé é autêntica quando envolve toda a nossa vida, quando se torna um critério para as nossas escolhas, quando nos torna mulheres e homens que se comprometem com o bem e apostam no amor, tal como fez Jesus. Ele não escolheu o caminho fácil do sucesso ou do poder, mas, para nos salvar, amou-nos até atravessar a ‘porta estreita’ da Cruz. Ele é a medida da nossa fé, Ele é a porta que devemos atravessar para sermos salvos, vivendo o seu amor e tornando-nos, com a própria vida, agentes de justiça e paz.
─ Ângelus de 24/08/2025
Portanto, o caminho que nos permite entrar pela porta da salvação não é baseado nas tradições dos homens, mas na doutrina de Deus. Isto é possível, como sugere São Paulo, vivendo na base do Evangelho e deixar os ídolos, convertendo-nos a Deus. Há tantos ídolos mascarados de santidade. E há tantos “últimos” onde o Deus vivo Se manifesta!
