navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

Is 2,2-5; Judite 13,18-20; Ef 1,3-6.11-1; Lc 1,26-28, na Festa da Virgem Santa Maria do Sameiro (na Arquidiocese de Braga)

Aquele “não temais” dado pelos Anjo do Senhor aos pastores de Belém e aos pastorinhos de Fátima, como refletíamos no dia 10 de junho, na memória do Santo Anjo da Guarda de Portugal, encontra no “tão temas” solicitado a Maria a sua razão de ser, porque segunda a Graça de que Ela era destinatária haveria de incarnar Aquele que tem o poder de enfrentar e superar todos os medos.

E o medo mais decisivo de enfrentar é o medo das coisas de Deus, dada a distância que, por vezes, imaginamos entre a grandeza de Deus e a nossa pequenez. E se nos distanciamos de Deus, corremos o risco de nos apegar a substitutos do verdadeiro Amor.

Todos estes convites a não temer são dirigidos aos nossos corações, porque é ali que “todos os medos nascem e cada pecado que o homem pode cometer tem esta raiz remota: um pensamento mau sobre a própria pessoa” (Fabio Rosini, em A arte de curar). Então, não ter medo das coisas de Deus é a abertura da porta do coração ao seu Amor, deixando que este nos leve, consequentemente, a conseguir enfrentar todo o tipo de medos.

Converterão as espadas em relhas de arado
e as lanças em foices.
Não se levantará nação contra nação,
nem mais se prepararão para a guerra.

Estas palavras da profecia de Isaías são um “diapasão” que continua a fazer ressoar a promessa de Deus no coração daqueles que se esforçam por viver a esperança no meio da devastação da guerra.

Precisamos todos de subir ao monte do Senhor ─ do qual o Monte de Nossa Senhora do Sameiro em Braga é um portal ─ para aprendermos a caminhar melhor à Sua luz, sem medo e sem os seus substitutos rivais da Graça de Deus.