navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

L 1 Dn 10,2a.5-6.12-14ab ou Ex 23,20-23a; Sl 90 (91), 1 e 3. 5b-6. 10-11. 14-15 Ev Lc 2, 8-14, na memória do Santo Anjo da Guarda de Portugal

Nenhum mal te acontecerá,
nem a desgraça se aproximará da tua morada.
Porque o Senhor mandará aos seus Anjos
que te guardem em todos os teus caminhos
.

Foi esta certeza do salmista que marcou o povo de Deus na história desde os tempos mais remotos, a sussurrar para todos os que na escuridão confiam e chamam por Deus. Este sussurro levou o Papa Leão X, nos inícios do séc. XVI, a oficializar a memória litúrgica dedicada ao Santo Anjo da Guarda. Para nós, em Portugal, foi a a tríplice aparição do Anjo de Portugal aos três pastorinhos de Fátima e o grande incremento desta devoção, que levou o Papa Pio XII, em 1940, a oficializar a inclusão desta memória no calendário litúrgico português.

É curiosa a semelhança que existe entre o relato do Evangelho e a história dos pastorinhos de Fátima! Aqui como na região de Belém, aparece um Anjo do Senhor, a pessoas simples, para lhes comunicar uma boa notícia. O início, em ambos os relatos, é “não temais”. De onde decorre, num dos caso o anúncio de uma grande alegria que é o nascimento de Jesus e, no caso da aparição em Fátima, o convite à oração pela Paz.

Esta coincidência entre o anúncio (ev)angélico do nascimento de Jesus e a aparição do Anjo da Paz é um “rebusco” que ainda nos faz saborear a proximidade da Páscoa, cujo maior fruto é o nascimento da Paz do Ressuscitado para as pessoas de boa vontade que caminham nesta terra.

Quer no Evangelho, quer nas Aparições subsequentes do Anjo em Fátima, a fonte suprema desta missão de paz é a misericórdia de Deus e o seu ponto mais central é a encarnação do Verbo e a Sua presença eucarística na história da humanidade.

Saibamos todos nós escutar este “sussurro” que nos acompanha e protege como pessoas e como povo.