L 1 Ex 32, 7-14; Sl 105 (106), 19-20. 21-22. 23 Ev Jo 5, 31-47
A primeira leitura de hoje ajuda-nos a compreender que, como o Povo de Israel, só podemos recomeçar a partir do amor fiel de Deus e não a partir das nossas impotências. Uma reconstrução não apoiada em leis, mas no amor fiel de Deus.
Por isso é que Jesus aos judeus “examinais as Escrituras, pensando encontrar nelas a vida eterna; são elas que dão testemunho de Mim e não quereis vir a Mim para encontrar essa vida”. Portanto, não é na letra que nos devemos apoiar, a não ser como setas, mas na Pessoa de Jesus Cristo como a realidade de Deus já presente no meio de nós.
Não nos reconstruimos a nós mesmos, mas na base de um outro. O povo vive de escravidão em escravidão, mas Deus permanece sempre fiel. Até que o Povo chegue à terra definitiva, o caminho é sempre feito de deserto, com as suas paragens e/ou etapas.
Determinante é a presença dos mediadores nas diversas etapas na história do povo de Deus, dos patriarcas aos profetas, os apóstolos e o Mediador definitivo que é Jesus Cristo. Ele exerce uma missão que foi prefigurada pelos mediadores do AT e entregue aos do NT: “Aplacar” o Senhor Deus leva a “sossegarmos” diante da sua verdadeira imagem e a “atenuarmos” a dureza que nos leva a desviar do seu caminho.
Aproveitemos o momento de adoração eucarística de hoje para “aplacarmos” o Senhor Deus, sossegando diante Jesus como a mais importante e definitiva revelação do Pai e abrandando o orgulho e a má fé que fecha o nosso coração à possibilidade de aceitarmos que Ele nos seja próximo e nos dê a mão, acompanhando-nos no caminho traçado por Deus.
