L 1 Jr 17, 5-10; Sl 1, 1-2. 3. 4 e 6 Ev Lc 16, 19-31
Havia um homem rico, que se vestia de linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias ─ Este homem rico está aí replicado na sociedade de hoje, nas pessoas que têm uma vida cómoda sustentada pela maioria. E vivem separadas por “portões” de ferro intransponíveis para os mais pobres da sociedade: o pobre Lázaro que jazia…
Há um portão que os separa, como que a lembrar a porta que separa este mundo da eternidade.
E há o desejo de quem lhe bastam os restos caídos da mesa do rico, ao qual não passa despercebido o desejo ambicioso patente no estilo de vida do rico.
Ora sucede a morte para ambos. Esta é a única verdade comum, partilhada por ambos, não obstante a diferença nas consequências do estilo de viver. A morte é o ponto de passagem igual para todos, mas ponto de partida para destinos de eternidade diferentes.
O pobre tem nome e o rico não tem. Isto poderá significar que se quisermos preservar na vida eterna o nome com que nos chamam na vida terrena ─ talvez seja o que devemos guardar de mais rico, por aquilo que o nome vocacionalmente significa ─ teremos de viver como quem responde ao chamamento pessoal a uma vida digna e dignificante, não só de nós próprios, mas também dos que vivem à nossa beira, deitando abaixo todos os portões que nos separam e estratificam a sociedade.
E mais do que avisos preventivos, vale a Palavra de Deus. Esta basta para edificarmos uma sociedade mais justa e fraterna. A Bula de proclamação do Papa Francisco para este jubileu dá-nos sugestões de sinais e apelos: paz, vida, presos, doentes, jovens, migrantes, idosos, pobres; Justa distribuição dos bens da terra, Perdão da dívida dos países pobres, Viver em modo sinodal, Professar e promover a unidade. O envolvimento com alguma destas causas pode representar a preservação do nome que é chave da vocação para cada um de nós.
