L 1 Lv 19, 1-2. 11-18; Sl 18 B (19), 8. 9. 10. 15 Ev Mt 25, 31-46
Um dia, num encontro com o Papa, uns jovens crismandos desabafaram com ele que sabiam muitas coisas que os catequistas lhes tinham ensinado na Catequese, mas a vida cristã parecia-lhes confusa, sobretudo o ponto de vista do que viver e de como viver na prática. O Papa respondeu-lhes: quereis viver bem como crismados? Ide sem complicações e rapidamente cumprir Mt 25. Vivei as obras de misericórdia. Assim, tereis a vida eterna.
Por seu lado, o livro do Levítico deixa-nos deixa-nos claro o que não devemos fazer para não prejudicarmos a nossa relação com Deus, com os irmãos e connosco próprios.
Parece suficientemente claro o que é devido a um cristão. O desafio difícil é praticar o bem no confronto com os outros, considerando as omissões de boas ações e a prática das más ações. A ética que Jesus nos propõe no Evangelho é uma ética personalista. E a quaresma é um tempo oportuno para refundarmos o nosso viver nesta ética, não perdendo tempo com aquilo que nos atrasa em cumprir o que o Senhor nos aconselha.
Como lembrava o bispo italiano D. Tonino Bello: “As cinzas na cabeça e água nos pés. Entre estes dois rituais, o caminho para a Quaresma é suave. Uma estrada, aparentemente, pouco menos de dois metros. Mas é muito mais longo e mais cansativo. Porque é sobre começar da própria cabeça para chegar aos pés dos outros. Quarenta dias de Quarta-feira de Cinzas à Quinta-feira Santa não são suficientes para atravessar. Leva uma vida inteira, o tempo em que a Quaresma quer ser a redução em escala”.
