navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

L 1 Is 58, 1-9a; Sl 50 (51), 3-4. 5.6a. 18-19 Ev Mt 9, 14-15

Hoje, a liturgia da Palavra possibilita-nos aprofundar o instrumento quaresmal do jejum. Os cristãos jejuam na quaresma, preparando-se para a celebração dos dois primeiros dias do Tríduo pascal em que celebraremos a paixão e morte do Senhor. Mas sabendo e vivendo o jejum como um instrumento, não um fim em si mesmo. O fim do jejum é voltarmo-nos a encontrar com o Senhor, naquele vazio deixado pelas coisas supérfluas, que o Senhor nos ajudou a dispensar. Ao terceiro dia, o grande Dia da Ressurreição, Jesus aparece de muitas formas e, a partir daí, convida-nos a estar à mesa com Ele, na assembleia litúrgica e na mesa fraterna, nas ações de caridade para com os pobres.

Ter a prática do jejum como um meio e não com um fim em si próprio implica a sua relação com a oração e a esmola. Acontece com estas práticas quaresmais como os três conselhos evangélicos: são um canto a três vozes. Implicam-se mutuamente e convergem harmoniosamente para a unidade de vida, que tem como objetivo uma são relação com Deus e com os irmãos.

Nesta primeira sexta-feira do mês de março, comemora-se o Dia Mundial da Oração e o Dia Nacional de Luto pelas Vítimas de Violência Doméstica. São efemérides que nos mostram a necessidade que existe de vivermos estes hábitos e valores cristãos acreditando no poder que eles têm de mudar as pessoas para uma sociedade mais justa e fraterna. Indo de encontro ao jejum que agrada ao Senhor como escutámos na profecia de Isaías: quebrar as cadeias injustas, desatar os laços da servidão, pôr em liberdade os oprimidos, destruir todos os jugos; repartir o teu pão com o faminto, dar pousada aos pobres sem abrigo, levar roupa aos que não têm que vestir e não voltar as costas ao semelhante. Daqui nos virá a cura e veremos a luz; se chamarmos o Senhor, Ele dirá “estou aqui”