L 1 Gn 9, 1-13; Sl 101 (102), 16-18. 19-21. 29 e 22-23 Ev Mc 8, 27-33, na memória dos Santos Francisco Marto e Jacinta Marto
O episódio de hoje é a prova dos nove do que aprofundámos da consulta divina de oftalmologia: os homens têm focagens mentais diferentes quanto ao que veem em Jesus Cristo e os discípulos têm motivações interiores diferentes quanto ao que se considera ser a verdade. Uns, mentalmente, desfocam a pessoa de Jesus e outros, emocionalmente, atribuem a Jesus uma glória sem cruz.
Compreender as coisas de Deus e não só a dos homens implica deixar que, como a Noé, Deus nos peça contas da nossa vida e da vida dos nossos irmãos, porque, onde há cruz, há luta pela justiça. Hoje comemora-se o Dia Mundial da Justiça Social. A este respeito, podemos dizer que os sumos pontífices, ao longo da história, globalizaram a temática da justiça social, não só geograficamente, mas também relacionando-a com muitas temáticas. Esta missão da Igreja condiz com a aliança que Deus estabeleceu com os grandes patriarcas com uma promessa que inclui todas as suas descendências.
Os pastorinhos de Fátima hoje comemorados dão-nos um testemunho de entrega espiritual intensa que se traduz em oração assídua e fervorosa, por uma purificação do espírito através da renúncia aos seus gostos, suportando grandes sofrimentos da doença sem lamentos, sentindo e vivendo como próprias as aflições de Nossa Senhora, oferecendo-se heroicamente como vítima pelos pecadores (cf. leitura do Ofício).
Que na adoração de hoje também nos possamos dispor a entregar as nossas vidas com humildade, não deixando que esquemas mentais nebulosos ou estados emocionais eufóricos nos desviem do caminho de transformação pessoal que nos permita ser mais generosamente responsivos ao amor de Deus.
