navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

L 1 Gn 1, 20 – 2, 4a; Sl 8, 4-5. 6-7. 8-9 Ev Mc 7, 1-13, homilia para um funeral

No Evangelho de hoje, constatamos que os escribas e fariseus davam muita importância ao cuidado com a higiene do corpo. O que não era mau. Porém, com a religiosidade excessiva com que prescreviam este ritualismo, esqueciam-se da higiene da alma.

Os discípulos de Jesus eram informados como que de uma “medicina” avançada, usufruindo como que de uma espécie de “imunidade pública”, que os fazia confiar em Deus sem relativizar a higiene do corpo, mas dando mais importância ao cumprimentos dos mandamentos de Deus.

Os mandamentos são a escola prática para uma ecologia integral que permitiria ao ser humano de perspetivar a sã relação com Deus sem excluir uma sã relação com os outros, não só a nível físico, mas também a nível psicológico e espiritual.

Observar os mandamentos de Deus é um balsamo para a alma. A tradição não renovada é como o corpo que vai perdendo faculdades. Com a escuta da Palavra de Deus e a sua realização prática, a pessoa nunca deixa de ser jovem, não obstante as forças físicas começarem a falhar e a falecer.

Quem vive a lei do amor de Deus ─ que quer dizer reconhecer o amor incondicional de Deus a nosso respeito e responder-lhe com o mesmo amor no serviço aos outros ─ vai ressuscitando já nesta vida para uma vida melhor, em que a morte física é apenas um episódio de transição. A morte não é o contrário da vida, mas um episódio da mesma. A morte, com o corpo, não tem a última palavra sobre a vida. Porque esta só pode ter a sua vitória na ressurreição. A ressurreição é uma experiência que nós fazemos em vida. Cada vez que a vida se mostra mais forte que a morte. O ser humano criado à imagem e à semelhança de Deus jamais poderia ficar coroado com uma mera memória de vida terrena, uma vez que lhe é prometido fazer parte de um projeto de vida infinita do Reino, de que o dia do Senhor é uma janela aberta.