L 1 Is 40, 25-31; Sl 102 (103), 1-2. 3-4. 8 e 10 Ev Mt 11, 28-30
É importante que, de vez em quando, o exame de consciência diário inclua, para além da memória agradecida do bem que Deus fez em nós e da coragem de assumirmos os nossos erros, que possamos colocar diante dos olhos comno se entrelaçaram as várias dimensões da nossa formação e vida: humana, espiritual, intelectual e pastoral (ou profissional, para o leitor que não se encaminha para a vocação de consagração especial). Esta sinopse ajuda a não deixar a interligação destas dimensões ao acaso, porque o seu enriquecimento mútuo não é automático nem devemos partir do pressuposto que basta a organização externa ou comunitária dos momentos que as facilitam. Interiormente é necessário “linkar” as respetivas forças, tendo em vista a unidade pessoal de vida. Para que saibamos melhor acolher a graça de Deus e evitar ou resolvermos os males que nos atrasam o caminho.
O que aprendemos da teologia e história do Jubileu podemos aplicar ao “terreno” que constitui o nosso coração: por vezes, também ele está demasiadamente dedicado ao “lucro” do sucesso e do ativismo desenfreado. É preciso, nestas oportunidades da graça que constituem os tempos da liturgia e um Jubileu como o da Esperança, para o colocarmos de “pousio”, quer dizer: o de deixarmos que o que ele produza seja para Deus, reconhecido como Aquele pobre a Quem o teremos de restituir. Ele vem no Emanuel que nasceu pobre para nos cativar o coração. Para isso, precisamos de o reservar dos desejos de tudo o que é mundano, para o dxeiarmos abrir a uma lógia que não é deste mundo.
