navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

L 1 Is 29, 17-24; Sl 26 (27), 1. 4. 13-14 Ev Mt 9, 27-31

No quotidiano de Jesus, retratado no Evangelho de hoje, vê-se claramente a relação entre o caminho e a casa. “Jesus pô-Se a caminho” e “Ao chegar a casa”. Para os cegos, o caminho é lugar do seguimento, a casa é lugar de aproximação e da cura. Entre a casa/cura que se almeja e o caminho/espera que se percorre vive-se a tensão da fé (acreditar quando ainda não se vê) e o toque de Jesus que faz ver. Deste encontro que faz ver, resulta também a tensão entre o segredo da intimidade e a fama que se divulga, entre a experiência pessoal e a vivência comunitária da fé.

Todo o caminho percorrido por Jesus leva a uma casa que tem as portas abertas para uma aproximação de quem tiver a coragem de O seguir. Por isso, a verdadeira “ecclesia” de Jesus Cristo é a dos “convocados” para viver esta relação, no quotidiano, entre o caminho da solidariedade e a casa do acolhimento e da oração.

Com a ajuda do profeta Isaías podemos dizer, também, que aquela tensão entre o caminho e a casa, a procura e o encontro, a doença e a cura, se espelha na tensão entre a promessa de Deus e a realização da salvação para toda a humanidade. E haverá sempre Adventos e Natais que se sucedem, não em mera repetição, mas evolução, até que a Páscoa definitiva aconteça em todos.

À Caritas diocesana de Toledo, o Papa Francisco disse que “a linguagem universal da caridade não precisa de tradutor, todos a entendem”. E através da sinodalidade e da formação ─ palavras que também podem traduzir, respetivamente, o caminho e a casa ─ “é necessário enfrentar os problemas sociais, sempre em mudança, à luz da Doutrina Social da Igreja”. É imitando a caridade de Cristo que podemos unir os que caminham no quotidiano, com os seus desafios e problemas, à casa do acolhimento e da celebração.

No seguinte depoimento, Monsignor Morrone, em visita pastoral a uma comunidade do sul de Itália, convida os seus a ter um modo diverso de olhar para as paróquias e para o seu papel, distinguindo a paróquia como território da comunidade paroquial, e propondo uma visão renovada e estimulante do seu significado e da sua missão dentro da comunidade cristã. A comunidade paroquial é sempre menor do que os habitantes que estão presentes num território. Então, somos chamados a não estar fechados no nosso pequeno “mundo”, mas somos chamados como pequena semente, a pequena grei, o fermento e levar a beleza do Evangelho, ou seja, a beleza da vida que o Evangelho nos entrega, na vida e no quotidiano das pessoas, em palavras ainda que muito pobres. E somos encorajados a fazê-lo juntos.

@avvenirecalabria

“Un modo diverso di guardare le nostre parrocchie”. Il contributo prezioso di Monsignor Morrone durante la visita pastorale a Pellaro, in cui si è soffermato sul ruolo delle parrocchie, distinguendo la parrocchia come territorio dalla comunità parrocchiale e proponendo una visione rinnovata e stimolante del loro significato e della loro missione all’interno della comunità cristiana. #visitapastorale #reggiocalabria #Avvenire #comunità #pastorale

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