navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

L 1 Dn 12, 1-3; Sl 15 (16), 5 e 8. 9-10. 11 L 2 Heb 10, 11-14. 18 Ev Mc 13, 24-32 ─ XXXIII Domingo do Tempo Comum (B)VIII Dia Mundial dos Pobres

No Domingo anterior à Solenidade de Cristo Rei com que se coroa e encerra o ano litúrgico, somos convidados a celebrar, há oito anos, o Dia Mundial dos Pobres. O tom das leituras da Palavra de Deus é escatológico; também a existência dos pobres é escatológica, quer dizer, referente ao fim dos tempos, porque… aí estão à porta do Reino dos Céus os pobres ─ como costumam estar frequentemente à porta dos templos ─ como que a lembrar: só entras no Céu com a ajuda a(d)os pobres.

O Evangelho deste dia fala-nos da última vinda gloriosa de Jesus. E ao invés de tentarmos saber quando é (pois só o Pai é que sabe), precisamos de nos questionar como nos preparamos para esse dia. Jesus virá congregar-nos a Ele par anos levar para junto do Pai. As atitudes fundamentais que nos são aconselhadas às portas do fim do ano litúrgico e às portas do fim-dos-tempos são a expetativa e a preparação.

O “livro de Deus” onde estarão os nomes dos “eleitos” que constituem o Povo de Deus é como que um “livro de benfeitores“: com os nomes daqueles que viveram a caridade para com os pobres ou que, segundo o juízo final (cf. Mt 25) viveram ao estilo das bem-aventuranças e praticaram as obras de misericórdia.

Portanto, vivamos em comunhão com os pobres concretos enquanto estamos a caminho: esta não é meramente uma “tábua”, mas um percurso de salvação! Como costuma dizer o Papa Francisco, o pobre pode ser o meu “passaporte” para o Reino dos Céus.