L 1 Pr 30, 5-9; Sl 118 (119), 29 e 72. 89 e 101. 104 e 163 Ev Lc 9, 1-6; reflexão inspirada em parte em VV.AA. Comentários à Bíblia Litúrgica. Assafarge: Gráfica de Coimbra 2, 2007.
A Palavra de hoje esconde estas verdades:
1. A missão fundamental que Jesus entrega aos seus Apóstolos é o anúncio do Reino de Deus. Isto significa que a Igreja é uma realidade excêntrica: não vive para si mesma, não procura uma verdade própria, nem seu triunfo ou vantagens. A Igreja vive para manter acesa no mundo a mensagem do Reino de Deus, para dirigir os homens para o futuro de graça e de promessa que se aproxima. Neste sentido, a mensagem pré-pascal de Jesus complementa a sua mensagem pós-pascal.
2. Ao anúncio do Reino deve juntar-se a cura dos doentes deste mundo e a vitória sobre as forças do mal. Se não for acompanhada por esta força transformante, a palavra acaba por ser intrinsecamente inútil (vã). Por isso, o grande problema da Igreja consiste em traduzir para o nosso mundo as obras e milagres de Jesus, o dom do seu amor, da sua graça transformante, da sua promessa.
3. A mensagem que Jesus entrega aos seus apóstolos, é, antes de mais, mensagem para eles, chamados a modelar-se por ela, por um modo de vida que dê à Palavra credibilidade. Neste sentido, a verdade ou é uma harmonia entre o dizer e o fazer ou, então, a incoerência leva a que os apóstolos sejam descartados pelos ouvintes.
4. É à luz da Páscoa, da cruz e da ressurreição, que as palavras e os milagres com que Jesus investe os apóstolos ganham sentido. Abraçados na cruz de Jesus, a missão dos apóstolos serve também de “ponte” para um futuro transformante que é o definitivo tempo pós-pascal. Os apóstolos de hoje (os Bispos em sentido pleno e todos os batizados em sentido básico) são convidados a proclamar a mesma mensagem e a fazer os mesmos gestos de cura, para que a espera da última vinda de Cristo seja um tempo de transformação.
