Mt 5,1-12
Segundo um renomado biblista, Joachim Jeremias, há duas maneiras de nos vermos salvos da morte: a que consiste em vermo-nos momentaneamente preservados dela e a que consiste, mais precisamente, em triunfarmos definitivamente dela depois de a termos sofrido.
É o que verificamos, quanto à primeira, nos milagres realizados por Jesus de ressurreição, melhor dizendo, reanimação de Lázaro, etc., assim como quando somos preservados de alguma doença grave, preservando-nos a saúde. Quanto à segunda, obtermo-la a partir da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo e leva-nos a experimentar a vida definitiva.
Então, uma vida bem conseguida é aquela que não só procura cuidar desta vida, mas também conquistar a vida que não tem fim. Enquanto que para esta vida terrena valem muitos conhecimentos da sabedoria (experiência) e da técnica, para a vitória sobre a morte, vale sobretudo o amor de Jesus que não quis a ressurreição só para Ele, mas, escancarando a porta para sempre, nos mostra o caminho para lá chegarmos.
É nesta entre a vida terrena e a vida celeste que se vive a tensão entre santidade e felicidade, como tão bem o Papa Francisco nos quis descrever na Carta Apostólica “Alegrai-vos e exultai”, a santidade ou felicidade cristã, à luz das Bem-aventuranças, podem traduzir-se assim ─ ser santo/feliz é:
1) Ser pobre no coração
2) Reagir com humilde mansidão
3) Saber chorar com os outros
4) Buscar a justiça com fome e sede
5) Olhar e agir com misericórdia
6) Manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor
7) Semear a paz ao nosso redor
8) Abraçar diariamente o caminho do Evangelho mesmo que nos acarrete problemas
