navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

L 1 Is 10, 5-7. 13-16; Sl 93 (94), 5-6. 7-8. 9-10. 14-15 Ev Mt 11, 25-27

Não há outra forma de ser discípulo de Jesus: ser pequenino, ser pequenina. No projeto do Reino de Deus, a revelação dos mistérios divinos e a pequenez convivem bem, não se considerando ridículo, mas auspicioso (prometedor), aquilo que aos olhos de muitos inteligentes não tem interesse. Razão tiveram Tomás e Agostinho em reconhecer que quanto mais as suas obras intelectuais se avolumavam, mais tendia para o escondimento o Mistério que se revela aos corações simples. Stefano Guarinelli (padre psicólogo de Milão) não tem dúvidas em afirmar que “Deus é complexo, mas nós somos complicados”.

A Revelação divina está para a pequenez como um medicamento está para um doente ou como um GPS está para um navegante: é Fonte abundante que se aproxima de quem a busca com sede. Portanto, são os portadores de um coração puro e sincero ─ os que se colocam diante de Deus com toda a verdade da sua pobreza, agarrados ao essencial e despojados do acessório ─ que podem escutar a Palavra de Deus de forma a manifestarem em favor dos outros a sua performatividade.