navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

2Cor 4,14 — 5,1; Mt 25,31-46

Quando chega o momento de nos separarmos da convivência física de um ente querido que parte, podemos pensar que Deus o plantou nesta terra para, chegado ao seu ponto de maturidade que só o Criador é que vê, o vir colher a este jardim terreno para o transplantar no seu jardim celeste. Nos seus desígnios de amor infinito Deus é que sabe o dia e a hora em que nos quer lá. Saboreamos Deus nesta terra para que Deus nos possa saborear no Céu. Saboreamos Deus nesta terra para que Deus nos possa saborear no Céu.

O “trono de glória” em que Jesus se quer vir sentar é uma vida bem conseguida. Como dizia Santo Ireneu: a da glória de Deus é o homem vivo. Por isso, não estamos aqui a celebrar a morte, mas a “morte da morte”. A respeito de cada irmão ou irmã nossos que partem para o Pai, desde a experiência do Batismo e da vivência da Comunhão em comunidade, podemos ouvir as palavras de Jesus que diz: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei como herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo.” Porque viste Jesus no outro e cuidaste d’Ele: são as obras de misericórdia, não só corporais, mas também espirituais, que a Igreja sabe serem passaporte para o Reino de Deus.

Por isso, neste momento, embora um misto muito doloroso de sentimentos nos assuste, não tenhamos medo ou vergonha de aplicar as palavras do Apóstolo Paulo a esta circunstância: Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há de ressuscitar com Ele para que uma graça mais abundante multiplique as ações de graças de um maior número de cristãos. A aflição deste momento prepara-nos para um peso eterno de glória. Parafraseando Paulo ouso refletir: se a nossa vida semeada nesta terra dá os frutos que dá, ainda que invisíveis, quanto mais quando a nossa vida é semeada no Reino eterno, na comunhão dos Santos em Deus.

Por isso, continuemos a viver na esperança cristã, apoiados nas obras de Deus que são sempre fruto de um amor infinito e insondável, a obra de Deus que nos prepara uma habitação eterna, feita por suas mãos. Aqui na terra somos seus meros colaboradores. E é tão bom quando nos percebemos a colaborar “vendo mais longe por estarmos aos ombros de gigantes” com inspirou Isaac Newton.

Demos graças a Deus por todas as maravilhas que Deus realizou através da vida deste(a) nosso(a) irmão(ã).