navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

L 1 1Pd 5, 1-4; Sl 22 (23), 1-3. 4. 5. 6 Ev Mt 16, 13-19
Na Festa da Cadeira de São Pedro, apóstolo

Esta festa põe em relevo a missão de mestre e pastor, conferida por Cristo a Pedro. Desde o século IV que, desde Roma, se celebra para significar a unidade da Igreja, fundada sobre o Príncipe dos Apóstolos. Ancião entre os anciãos, declara-se testemunha dos sofrimentos de Cristo e participante da glória que há de ser revelada; e exorta a que se apascente o rebanho que lhes foi confiado, velando por ele segundo Deus. Desde os inícios que ser pastor do rebanho não foi fácil, e os tempos de hoje não são diferentes, por causa dos constrangimentos, da ganância e do domínio que humanamente tendem a impor-se. O modelo de Deus que são chamados a imitar caracteriza-se pela boa vontade, pela dedicação e fazendo-se modelo do rebanho. O supremo Pastor vela por todos e dará a recompensa. ─ Estas palavras são do Pedro maduro, que já passou por muitas provas até à paixão e depois da ressurreição de Jesus.

Diante do episódio relatado neste festa, próprio da aventura do discipulado de Pedro, perguntaria se ele estaria, à partida, preparado para assumir aquela missão que lhe está a ser anunciada por Cristo:

… sobre esta pedra edificarei a minha Igreja
e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus:
tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus,
e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus.

Desde aquele dia que Pedro ficou a perceber que há caminho a fazer atrás de Jesus Cristo, o que se nota pelos verbos no futuro. Pedro ainda não sabe que as provas mais duras estão para vir e que as “chaves” só as receberá após a ressurreição de Jesus. Para já, basta-lhe a firmeza da fé na filiação divina do Messias, que os homens hesitam em declarar.

(Continuará)